sábado, 8 de maio de 2010

Uma partilha...

Sofia tens razão... devemos partilhar entre nós aquilo que sentimos, vivenciamos, etc. Afinal somos um grupo...

Aqui vai uma reflexão...perdoem os erros... bjinhos

Hoje parei para pensar e dei conta que toda a minha vida corri atrás das borboletas e esqueci-me de cuidar do jardim que há dentro de mim, deixei murchar todas as flores, caíram todas as pétalas até que já não há uma única flor. Sinto dentro de mim um jardim de Outono, em que apenas os troncos estão de pé e pelo chão pétalas sem vida. De repente paro e deparo-me duas sombras alongam-se obliquas, lado a lado. Uma é minha... A outra sou eu... E não sei qual das duas é mais sombra... Se aquela que projecto ou se aquela que sou. Sinto-me mais sombria do que esta que nasce aos meus pés e se prolonga como minha extensão, rastejando no chão, abrindo o caminho para a sombra que, religiosamente, a segue. E desta forma caminham juntas, lado a lado, oblíquas, projectando-se no chão. E eu não sei se a piso ou se nela deslizo...
No entanto ainda não alcançou o Inverno, portanto, aproveito esta vontade de voltar a viver e como acto de loucura, lucidez ou coragem, acho que este jardim ainda possa ter vida, ganhar coragem e deixar tudo para trás e a aprender a colocar novas sementes num jardim ainda desnudado.
Recomeçar de novo é dar uma nova hipótese a nós mesmos de renovar o jardim que habita dentro de nós, aprender com os erros passados, mas mais que renovar ou aprender é voltar a acreditar que temos futuro!
Há que recomeçar as vezes que seja necessário… Enquanto há vida… há obrigação de a viver… e tentar cada dia que seja melhor para nós e para os que amamos…

domingo, 2 de maio de 2010

Foi por pouco tempo. E nesse pouco tempo vivi grande parte dos momentos que queria viver contigo. Foram minutos quase perfeitos e o quão perfeito me sentia. Não importa a quantidade de tempo mas a qualidade deste. Não deu. Não resultava realmente e num instante terminou. Podia não ter acabado tudo necessariamente, mas nada restou. Tentativas existiram para que alguma coisa funcionasse e a amizade perdurasse... Podiamos continuar a ter momentos (quase) perfeitos, embora diferentes. Se afinal o que importava era existir um "nos" e estares comigo, porque não ter esse existência de igual forma? Negaste-o. Para além do mais transformaste na tua mente uma personalidade sobre mim que nao existe. A desilusão aqui não era eu.
Mas nao me preocupei minimamente. Conheci uma pessoa forte que nunca imaginei a sua existência, eu! Nunca pensei ser tão rude e fraco mas a situação assim exigiu.
Admito a solidão. Admito a melancolia que senti na altura que mais precisava de uma palavra de conforto pelas pessoas que tinham conhecimento da situação,e não a tive.
Desimportei-me! Embora profundamente estivesse a mágoa e a desilusão, continuei. Não foi fácil e segui em frente.
Procurei outro rumo, novas pessoas que eu tenho a certeza que seriam fieis à pelo menos simples palavra dita anteriormente.
Hoje, digo um obrigado por nada e especialmente por tudo.